9 de mar. de 2015


     O  BAR
pccmagdalena
nos anos 60 o bairro de Ipanema na zona sul rio de janeiro era o meu refugio.
Eu trabalhava como funcionário publico no cento do Rio e morava em Copacabana no Bairro  Peixoto,
um lugar bucólico,com apenas 2 ruas e uma pracinha no meio que me dava um ar aconchegante de cidade do interior.
Mas Ipanema, com a sua  vida cultural agitada e agitadora,me seduzia.
Fiz minha trincheira nos finais de tardes após o trabalho em um simpático bar,na rua Visconde de Pirajá,que depois viria se tornar um famoso reduto de intelectuais,músicos e artistas, que iriam modificar   o panorama cultural do país.   
Foi nesse bar que surgiu o cinema novo, a bossa nova e a banda.
Escolhi uma mesa no canto esquerdo de quem entra  ,assim poderia ver tudo que acontecia no bar e na rua através da varanda .
Com minha assiduidade  fui fazendo  amigos, e em pouco tempo sempre tinha companhia para um chope e uma boa conversa,.
E a vida acontecia na nossa mesa no bar.. 
Pretendo contar aqui no blog em forma de bate papo,um pouco desse tempo e dos amigos que fiz.
 O primeiro é o  Almeidinha.

Sujeito inteligente ,de raciocínio rápido,gostava de polemicas e tinha sempre um assunto que fazia pensar.
Era filho de nordestinos retirantes e conheceu cedo o lado difícil da vida,mas mesmo assim se tornou um homem de bem, 
Quando menino conseguiu  um emprego como faxineiro num cartório ,lá ficou e fez carreira.
Estudou,se formou ,e  depois de tantos anos  é o homem de confiança do tabelião.
Apesar do riso fácil,trazia uma decepção amorosa que  nunca superou. .
Certa vez no meio de uma das inúmeras rodadas de chope,deixou escapar um suspiro e o nome dela.
Fingi que não percebi,ele fingiu que acreditou que não percebi e isso criou um elo de amizade forte entre nós .

O grande barato do Almeidinha era  a curiosidade pela vida dos grandes filósofos .
Era um devorador de biografias,e isso o transformou  em nosso erudito etílico.
Estava no primeiro gole do meu chope quando ele chegou
Colocou o paletó cuidadosamente nas costas da cadeira,soltou o nó da gravata  ,me olhou  e disse :


-O que levaria uma pessoa a encher seu casaco de pedras , entrar em um rio e afogar-se.?
-o detalhe das pedras no casaco é uma forma de não permitir arrependimento.Se a pessoa quisesse voltar atrás pelo instinto puro de sobrevivencia não conseguiria.
-então você acha que o casaco com pedras era uma espécie de seguro contra a vida?
-óbvio que sim;a morte era o intuito e o objetivo
-Então você acha o suicida um ser em plena posse de suas faculdades mentais?
-Sim.Acho que a loucura é a mais perfeita forma ,e a essência da razão.Já notou como os chamados loucos são incrivelmente direcionados pelo seu objetivo?Eles não param ate atingirem a meta.
-Mas o que,repito a pergunta inicial,levaria uma pessoa ao suicídio de forma tão precisa e fria?
-Eu acho que a falta
-Falta de que ?
-Aí esta a questão, A busca pela realização completa do ser que não consegue ser .Para a maioria paliativos materiais aliviam a existência, mas para outros não.Eu acho que o suicida se encaixa nesses últimos.Talvez haja ate um pouco de narcisismo.
-e paranóia
esquizofrenia e forte depressão,completaria eu
-os dois primeiros que vc citou são consequencias da depressão,eu acho,não sou psiquiatra.
-Então a melhor maneira de não se tornar um suicida na sua opinião seria tirar o peso das coisas?
-Eu acho que a vida é um jogo,algumas vezes ganhamos outras perdemos, e o segredo é saber perder e manter o que ganhou.
-Concordo.
-vc se suicidaria?
-no momento não
-para mim o suicídio é uma solução definitiva para problemas temporários
-eu já encaro como um direito de qquer pessoa..
-é?

-é...
-que nem eutanásia?

-de certa forma
-cade meu chope?

-você ainda não pediu.
E Almeidinha acena pra o Oliveira nosso garçom,
Nisso  chegou Maria Lucia a musa e única mulher da nossa turma 
Maria Lucia ou Lucinha como nos chamamos,beirando os 40 anos, ainda solteira, bonita,loira  com lindos olhos verdes e um sorriso cativante .Era professora de historia porem trabalhava como corretora de imoveis,e estava indo bem na profissão,sempre deixava uma rodada paga de despedida para os amigos.
Conheci Lucinha numa noite que o bar estava lotado,ela e uma amiga não conseguiram mesa, e bebiam em pé perto do balcão,eu reparei e como ainda estava sozinho fiz um gesto oferecendo  para sentarem comigo ,aceitaram e ficamos amigos.
A amiga de Lucinha foi cedo  pois iria  encontrar o namorado e Lucinha ficou .
Nos identificamos tanto  um com outro que a conversa descia bem como o chope e acabamos fechando o bar aquela noite.
desde então somos grandes amigos  e só.
-  Ola para todos
-Ola Lucinha
-Lucinha sabe que morreu? disse Almeidinha com ar sacana
-Quem?
- o Euclides
-que Euclides?
-da Cunha
-tem tempo isso- disse Lucinha rindo
-assassinado
-legitima defesa
-vc acha?
-pelo menos o Dilermando  foi absolvido
-pois é..mas vc sabe o que aconteceu de verdade?
- que eu sei é que a Ana de Assis esposa de Euclides, se tornou amante de um cadete 17 anos mais novo do que ela chamado Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclides, ela teve dois filhos de Dilermando. Um del
es morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclides de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro numa família de morenos. Aparentemente, Euclides aceitou como seu filho esse menino louro.
-não sabia,mas foi sacanagem dela neh?por que não se separou?
-aí,eu não sei..só sei que foi a traição dela que desencadeou a tragédia
-mas como é que foi?
-o Euclides entrou armado na casa de Dilermando dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando reagiu e matou Euclides,
-Legitima defesa ?
-pra mim foi ,já que ele invadiu a casa do Dilermando, que mais tarde foi absolvido pela justiça militar ao ser julgado.
-e a Anna?
-O Dilermando mais tarde casou-se com Anna. O casamento durou 15 anos.
-fofoqueira vc hein?
-eu??
-sabe tudo da vida dos outros
-essa tragedia é histórica,é conhecida como a tragedia da piedade,se vc não tivesse faltado a aula de historia tbm saberia.
-estou brincando...Mas valeu o chope essa tua cultura de bar
-sempre as ordens
-Agora me diz uma coisa
-fala
-E´verdade que o Gago Coutinho falava direito?
-vá a merda..
-cho cho chope Lucinha?-perguntou Almeidinha as gargalhadas

--pode pedir


 uma dia por causa da chuva me atrasei e quando cheguei no bar tinha gente na minha mesa.
Era Lucinha
-ola,chegou cedo para o expediente?-disse rindo
-pois é, eu não  sabia aonde ir e vim direto pra cá-  disse com  voz embargada a nossa musa
-fez bem.
-mas hoje não sou boa companhia
-voce sempre é boa companhia
-obrigada
-vou pedir um chopinho pra gente ok?
-tudo bem
Acenei para Oliveira pedindo dois e voltei minha atenção para Lucinha
-estou achando vc meio triste
-estou sim
-é melhor ser alegre do que triste,alegria é a melhor coisa que existe -falei cantando  uma musica que tocava nas rádios ultimamente
-é verdade  -respondeu forçando um sorriso
-fala Lucinha,bota pra fora-disse pegando na mão dela
-Eu terminei um caso que nunca deveria ter começado
-porque terminou e porque nunca deveria ter começado?
-ele é casado
-fez bem em terminar e mal  em começar
-pois é,eu me iludi
-tem muito tempo?
-ficamos  4 anos juntos
-então a coisa  era séria
-muito
- Não quero me meter mas acho que fez bem em terminar
-eu sei...perdi meu tempo com quem não me dava valor
-nunca dê prioridade a quem te trata como opção
-é verdade...
-e agora?
-agora estou entre me matar ou matar ele
-vamos considerar uma terceira hipótese?
-vamos-disse ela rindo com minha cara de assustado
-que bom...
Oliveira chegou com os chopes
-vamos fazer um brinde?-sugeri
-a que?
-a um novo mundo
-esta bem,a um novo mundo

-Boa noite que novo mundo é esse?-disse Almeidinha que chegou no momento do brinde
-estamos brindando a coisas novas
-bom ,eu hoje to precisando de um chope duplo-disse almeidinha  tirando o paleto e depois beijando a mão de Lucinha.
-o que aconteceu Almeidinha?
-Hoje foi  enterro de um amigo lá do tabelião e eu fui junto para dar um apoio
-morreu de que?
-de gordura
-gordura?
-pois é, ele era gordo demais, e mesmo  contra  a recomendação medica só comia frituras e coisas engordativas,então o coraçaõ não aguentou e ele se foi aos 55 anos pesando mais de 160 kilos.
- falando nisso, eu preciso me cuidar também,a idade vai chegando, o peso aumentando
-vc esta ótimo-disse Lucinha  passando a mão no meu braço
-Obrigado,vc é muito gentil
-Mas deixa eu contar o final da historia do enterro-disse almeidinha fazendo mimica para o  oliveira trazer uma caneca
-conta, fiquei curiosa-
- Então la vai Lucinha.....quando chegamos no enterro tinha havido um atraso na liberação das capelas e por um problema do cemitério só tinha uma daquelas macas para transportar os caixões ate as sepulturas.
-que coisa
-pois é,o que aconteceu foi  que  tinha uma velhinha na frente da fila para ser enterrada e os coveiros malandros,levaram o caixão da velhinha e deixaram o gordo avisando que devido  só ter  carro de transportar de defuntos, os amigos e familiares do gordo teriam que levar o caixão no braço
-complicou
 -complicou mais ainda Lucinha,quando o meu patrão falou  que não teria problema porque os verdadeiros amigos levariam o caixão e apontando pra mim,falou:
-Almeidinha vai pegar a primeira alça me representando
Quando escutamos isso Lucinha e eu caímos na gargalhada
-Vocês estão rindo? espera  que o melhor vem agora- disse Almeidinha essa hora já falando de pé e gesticulando
-fala logo Almeidinha
-Eu perguntei ao coveiro se a sepultura que íamos levar o caixão era longe.ele respondeu assim:
-a sepultura desse senhor é no final do cemitério e na parte alta.
-Quando escutei aquilo eu gelei...fiz as contas de cabeça e o resultado foi  um defunto de 160 kilos mais o caixão que era reforçado ,todo trabalhado  de madeira boa,daquelas pesadas porque a família tinha posses, com as flores por cima,deveria passar dos 200 kilos,e eu tinha que atravessar o cemitério todo e depois ainda subir para a parte alta.Isso não é um enterro é uma penitencia!
-e o que vc fez?
- Eu fiquei na minha,meti a     mão na alça de traz do caixão  e ai você não imagina o que aconteceu
-Peraí Almeidinha, não conta  agora, tenho que ir no banheiro,eu ri demais -pediu Lucinha












24 de jan. de 2015



A lenda de Antonio casamenteiro
por pccmagdalena

Antonio vinha caminhando pela aldeia quando ao passar por umcasa escutou o choro de 2  moças .
Antonio  que era chegado numa fofoca colou o ouvido na janela para escutar melhor  e então pode ouvir  a conversa das moças:
-Nós nunca vamos nos casar, não temos dinheiro para o dote ,e pobre jamais arranjaremos marido- dizia tristemente  uma das moças
-pois é, mas pelo menos somos bonitas minha irmã-respondeu a outra
-mas bonita e pobre é uma merda.
-é verdade,e ja estamos chegando aos 20 anos, e todo mundo sabe que até aos 20 anos a muljer escolhe ,depois dos 20 é escolhida.

  e as duas começaram a chorar  lagrimas de esguicho de tristeza

Antonio ficou penalisado com a situação resolveu buscar um patrocinio para resolver o problema das moças.
Antonio que tinha um blog de sucesso,contou a hisotria das moças e pediu  ajuda a seus leitores.
A solidariedade fez que a adesão a causa  fosse um sucesso e  em pouco tempo  o dinheiro apareceu..
Antonio então foi no banco retirou o dinheiro  e colocou numa sacola e jogou pela chamine da casa das moças ,que ainda bem não estava acesa.
Antonio escutou quando as moças ouviram o barulho na chaminé ,e pensaram que era um rato que tinha caído.Depos de baterem muito com a vassoura no saco de dinheiro, as  lindas moças loiras,pegaram o rato e acharam muito estranho porque o "rato"tinha um barulho de moedas.
Abriram o"rato" e ficaram felizes ao ver tanto dinheiro.
Agora sim poderiam se casar, pois ja tinham  dote.
Pensaram muito e chegaram a conclusão que naquela aldeia não tinha um homem que prestasse e resolveram viajar.
E assim fizeram, viajaram pelo  mundo todo e quando voltaram a aldeia tinham desistido de casar ao menos temporariamente e então tiveram uma ótima ideia.
Abriram um agencia matrimonial.
Elas agora ajudavam as moças e moços a arranjar pretendentes.
E ficaram ricas.
Mais tarde elas se casaram,aliás se casaram  varias vezes.
e foram felizes para sempre..

E assim é a lenda de Antonio casamenteiro.
pccmagdalena
,

20 de jan. de 2015

O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar as suas qualidades.

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados, assim, precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
 
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar as suas qualidades.

12 de nov. de 2014

capitulo 2-  O encontro

As folhas de outono brincavam com o gari no meio do parque.
parecia  um trabalho que não tinha  fim,porem o gari fazia com zelo.
Abri meu pacote de lanche,dei um pequeno gole no  refrigerante e cravei os dentes no  sanduíche  de filé com abacaxi.
Preferia almoçar no parque do que enclausurado naqueles self service  do centro da cidade .Ultimamente tinha tornado a solidão do almoço um habito prazeroso .
Gostava de  curtir por algum tempo a  bela  natureza do parque,suas  arvores,seu pequeno lago com uma ilha no meio, aonde um viveiro de pássaros  fazia a alegria das crianças.
E  para passar o tempo   inventei um joguinho de  tentar adivinhar  pela aparencia das pessoas  que caminhavam pelo parque o que faziam.na vida,como estavam se sentindo naquele momento ou para onde iam aquela hora.
E me divertia feito criança,até a hora. de voltar para a rotina tediosa. do escritório  em que  trabalhava.
 foi assim,em um almoço no parque  que ela apareceu.
-eu estou te vendo há algum tempo e estou me divertindo com as caretas que vc faz quando uma pessoa passa. Porque vc faz isso?-me perguntou sorrindo

Eu não tinha percebido a presença dela  ao meu lado no  banco.
-Você esta ai há muito tempo?
-desde  o momento em que você engasgou com a comida quando aquela casal vestindo roupas listradas passou.Me diz, o que vc fica fazendo?
Eu ia responder grosseiramente que não era da conta dela o que eu fazia ou não fazia  no meu horário de almoço o qual  ela estava interrompendo bruscamente, mas quando vi seu olhar curioso e um sorriso que me encantou na hora,resolvi  atender a curiosidade dela.
-è apenas um joguinho que inventei para passar o tempo enquanto almoço.
-E como é?
-na verdade é uma bobagem,mas já que vc insisti.

E contei  como era o jogo e como me divertia com ele.
Ela riu muito e disse que iria fazer isso no trabalho dela.
Era recepcionista de uma grande empresa e atendia muita gente durante o trabalho,que  ela achava chatissimo e sem a menor possibilidade de melhorar.
-se eu estivesse passando como vc me definiria?perguntou  capciosamente

Desconversei  e disse não tinha como saber sem ela ser uma estranha..
E agora eu já sabia que ela era recepcionista.
-Você sabe  em que eu trabalho ,porem isso não significa o que eu sou.

Tive que concordar com ela.

Conversamos mais um pouco e nos despedimos pois já estava em cima da hora de voltarmos ao trabalho 
No caminho fui pensando no que ela disse,realmente eu também trabalhava em algo que não era a minha vocação principal.
pccmagdalena

11 de nov. de 2014



capitulo 1- O Acontecido 

-O que levaria uma pessoa a encher seu casaco de pedras , entrar em um rio e afogar-se.? 

-Repare o  detalhe das pedras no casaco.,é uma forma de não permitir arrependimento.
Se a pessoa quisesse voltar atrás pelo instinto puro de sobrevivencia não conseguiria.
 
-então você acha que o casaco com pedras era uma espécie de seguro contra a vida?
-óbvio que sim;a morte era o intuito e o objetivo
-Então você acha o suicida um ser em plena posse de suas faculdades mentais?
-Sim.Acho que a loucura é a mais perfeita forma ,e ,a essência da razão.Já notou como os chamados loucos são incrivelmente direcionados pelo seu objetivo?Eles não param ate atingirem a meta.
-Mas o que,repito a pergunta inicial,levaria uma pessoa ao suícidio de forma tão precisa e fria?
-Eu acho que a falta
-Falta de que ?
-Aí esta a questão, A busca pela realização completa do ser que não consegue ser .Para a maioria paliativos materiais aliviam a existência, mas para outros não.Eu acho que o suicida se encaixa nesses últimos.Talvez haja ate um pouco de narcisismo.
-e paranóia,esquizofrenia e forte depressão,completaria eu
-os dois primeiros que vc citou são consequencias da depressão.Eu acho,não sou psiquiatra.
-Então a melhor maneira de não se tornar um suicida na sua opinião seria tirar o peso das coisas?
-Eu acho que a vida é um jogo,algumas vezes ganhamos outras perdemos, e o segredo é saber perder e manter o que ganhou
.
-Concordo.
-Que ótimo que você concordou,agora seja um bom amigo e me ajude a tirar o corpo da agua,quando eu contar ate 3 puxamos juntos..1 2 3....
-ufa!!,agora vamos colocar um pouco mais acima do barranco
-é uma mulher !.
--é..
-e tão jovem, acho que não tem muito tempo que esta na agua
-verdade,talvez poucas horas,ainda não esta inchada.Vamos tirar o casaco que esta muito pesado por causa das pedras
-Quem sabe tem alguma coisa a mais nos bolsos alem de pedras...algum documento para
identificar..
-não tem nada nos bolsos,mas veja que coisa interessante na mão dela
-o que é?
-ela tem pequena tatuagens entre os dedos
-é mesmo..na outra mão também?

 -sim,parece que até que as tatuagens seguem uma ordem
-entre os dedos da mão esquerda tem tatuado
primeiro entre o polegar e o indicador
Zero hour (hora zero)
depois
Last Girl (última menina)
e por ultimo
Kill (matar)
e na  mão direita
a primeira tatuagem dizia:
Live free (viver livre)
e por ultimo
A new hope (uma nova esperança)

-O que será que isso quer dizer?
- Não sei.
-Acho melhor tirar logo a corpo daqui porque esta juntando muita gente
-Certo,vou pegar a maca..

No dia seguinte um outro corpo foi encontrado no mesmo local do rio.
Era um rapaz .
Ele também vestia um casaco longo  e   tinha os bolsos cheios de pedras.
Nas mãos, entre os dedos as mesmas tatuagens.
Em semana foram encontrados mais 8 corpos de jovens, em vários pontos da cidade,em imoveis abandonados,.becos e até na avenida central,
As caracteristicas sempre iguais,  os bolsos cheios de pedras e as mesmas tatuagens entre os dedos.
A policia não conseguia encontrar qualquer indicio de violência nos corpos,e declarou que se tratava de um suicídio coletivo.
A opinião publica questionou o que levaria 10 jovens, sem antecedentes criminais, tidos pelas famílias como pessoas felizes e sociáveis,que trabalhavam ou estudavam, terem  cometido suicídio  da mesma maneira.
E com a agravante que os  familiares garantiam que os jovens não se conheciam.
Mas a policia não tinha respostas.
E então depois de 3 anos,sem nenhuma nova informação que levasse a uma solução, o caso foi arquivado.
 ..
pccmagdalena


2 de out. de 2014

"Entramos em uma pequena cafeteria, pedimos e nos sentamos à uma mesa. Logo entram duas pessoas:
- Cinco cafés. Dois são para nós e três "pendentes".
Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
- O que são esses “cafés pendentes”?
E me dizem:
- Espera e vai ver.
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés - pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três homens e pedem sete cafés:
- Três são para nós, e quatro “pendentes”.
Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois.
Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem bem humilde, com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
- Vocês têm algum "café pendente"?

Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em todo mundo